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Carros de leilão: como fazer um bom negócio e não cair em uma roubada

Como funciona um leilão

Teoricamente é a maneira mais justa de se comprar um bem, pois o valor definido será o máximo que o mercado está disposto a pagar. Mas, no caso de leilões de automóveis, a fama não é das melhores. São carros que foram recuperados por financeiras por falta de pagamento, recuperados de roubos ou batidos que a seguradora optou por declarar perda total. Também tem leilões de frotas de empresas, e até mesmo de carros exclusivos.

Quando um carro é leiloado, quem está vendendo divulga um valor mínimo. Diante dessa informação, os participantes do leilão ofertam lances de maior ou igual valor. No pior cenário, ninguém oferta nada e o carro não é vendido. Mas quando os lances superam esse mínimo, aquele que oferta o maior valor é o vencedor.

Sabendo que um carro com histórico de leilão dificilmente conseguirá ser revendido no futuro pelo mesmo valor de mercado que outro que não tem esse histórico, o comprador precisa ter cautela para não pagar o preço errado, que vai prejudicá-lo no futuro.

Dá para ganhar dinheiro?

Sim, certamente é possível ganhar dinheiro com carros de leilão, e esse é o principal argumento de quem já está acostumado com esse mercado. Sabendo pagar o preço certo em um leilão, o comprador revende no mercado de usados com um valor maior e tem lucro nessa operação.

Mas não é tão simples. A compra é feita sem uma avaliação criteriosa, apenas com informações básicas do estado do carro. Depois que estiver com o carro o comprador pode se surpreender com coisas que precisam ser reparadas. São grandes as chances de não ter manual, chave reserva e até estepe. Com isso, o lucro será menor, ou pior, a conta pode fechar no negativo.

Casos de Sucesso

Ainda assim lembro de pelo menos dois casos de bons negócios que fiz para clientes que compraram carros com histórico de leilão.

O primeiro foi o de um Peugeot 307 SW. A pedido do cliente, que já tinha ciência do histórico do carro, fui avaliar o veículo e me surpreendi com a qualidade que tinha.

O vendedor já estava com o carro havia um bom tempo e o utilizava todos os dias. Com isso, a manutenção estava em ordem. O preço era atrativo por conta da procedência e, no fim das contas, meu cliente comprou um ótimo carro. Como ele usou o veículo por mais uns bons anos, não tenho dúvidas que essa perua francesa o atendeu muito bem.

No segundo caso, uma rara Mitsubishi Space Wagon, van importada de pouco sucesso por aqui. Avaliei o carro também a pedido de um cliente, mas ele não sabia do histórico do leilão.

Depois de avaliar e aprovar o carro, consultei a documentação e descobri o indesejado histórico de leilão. Considerei que, por ser um carro antigo, que meu cliente não tinha intenção de fazer seguro e que pretendia ficar bons anos com ele, o histórico em nada afetaria, que inclusive estava com um bom preço. Conversei com o cliente, que entendeu e decidiu fechar negócio.

 

Matéria retirada de: https://www.uol.com.br/carros/colunas/cacador-de-carros/2019/10/24/carros-de-leilao-como-funciona-e-cuidados-para-nao-cair-em-uma-roubada.htm